
Não posso deixar de salientar o post interessante que li.
Visitem o blog da
Margarida e leiam o que ela publicou sobre a AMAMENTAÇÃO.
Aproveito para deixar o meu testemunho.
Amamentei a Anita só até aos 3 meses e meio e descobri agora que foi por burrice da médica (não é a mesma de agora).
Na altura foi-me diagnosticada uma mastite não infecciosa e tive de secar o leite de seguida porque receitaram-me antibióticos.
Descobri, enquanto estava grávida da Lara, de que quando não é infecciosa, toma-se antibiótico mas pode-se continuar a amamentar o bebé.
Senão reparem no que vos vou contar:
Dois dias depois de ter a Lara, ganhei alergia ao Gretalvite (p/ as gretas), o que fez com que ficasse sem pele nos mamilos.
As dores eram horriveis. Tirava leite à bomba para não ferir mais o peito, amamentava com os bicos de silicone, enfim...fiz de tudo até a médica (actual), me receitar duas óptimas pomadas que ajudaram a cicatrizar e formar de novo a pele do peito.
Nem dois dias passados, quando tudo parecia estar a melhorar, tivemos de levar a Lara à maternidade pois estava a ficar amarelinha.
Nem dá para descrever a angústia que passamos até obtermos o resultado da análise. Não me passava pela cabeça o que faria se a Lara tivesse de ficar internada.
Aguentei...sem verter uma lágrima.
Quando soubemos que os valores não atingiam o limite para fazer a fototerapia, ou seja podia vir para casa, desatei ao choro. Não aguentei mais.
Nesse mesmo dia à noite comecei a ter febre alta (39,5º/40º).
Mesmo com Ben-U-Ron a febre não baixou. Optámos pelo banho e nada!
Pela manhã sem me aguentar continuava a dar de mamar, não queria desistir .
Após observação da minha médica, esta comunicou-me que estava com uma congestão nos seios, ou seja, tinha os ductos (canais) entupidos.
Clavamox DT, Brufen e tirar à bomba até desobstruir todo o peito foi o que tive de fazer.
Mas nunca, nunca deixei de dar do meu leitinho à Lara.
Há cerca de um mês atrás, novamente congestão mamária. A mesma remessa de medicamentos.
Confesso que dessa vez desesperei por ter tanta febre e estar sem forças até de tirar à bomba. Cheguei a pensar em desistir. Mas com o apoio da médica, essa hipótese foi posta logo de lado.
Ainda amamento a Lara e espero que assim continue por muito tempo. Tenho é de andar sempre a ver se necessito ou não de tirar à bomba. (Só o faço em situações urgentes para não estimular ainda mais a produção de leite).
Por isso mamãs, não desistam nunca e se forem aconselhadas pelo próprio médico a parar de amamentar, peçam sempre uma segunda opinião.
Felicidades!