
Sou um barco, um barquinho
Sei de onde venho e para onde quero ir,
O céu limpo e o brilho do sol ajudam-me a remar, a remar, a remar
De repente um negrume,
Deixo de ver quem sou, deixo de ir para onde vou
Sou agredido pela onda,
aquela onda que veio de lá de onde não vi,
não tive tempo e virei...
virei...mas não caí...
não vou cair...
apenas me deixo ficar...a aceitar
que também sou fácil de virar.
Deixo a onda passar...
O raio de sol vai-me acordar,
vou retomar o meu rumo,
o céu de frente vou olhar.
Vou ficar à deriva...
Não, não e não!!! Isto não é um beco sem saída!!!
Vou tornar a remar
para em bom Porto encalhar.
E não há onda, nem maré
nem tempestade em alto mar,
que me impede de navegar.